Portanto, nesse momento, é necessário uma união de forças entre os segmentos representativos da indústria piauiense: governo do Estado e entidades da sociedade civil organizada
<div align="justify">Atenção autoridades! O Piauí pode perder a qualquer momento uma indústria muito importante para o Estado: a Vegeflora Extrações do Nordeste Ltda. A empresa fica localizada na cidade de Parnaíba e pode fechar suas portas, devido à atitude da multinacional Merck S.A. em descumprir contrato de fornecimento da folha de jaborandi - matéria-prima -, destinada à exportação de sais de pilocarpina, princípio ativo do colírio para o tratamento do glaucoma.</div>
<div align="justify"> </div>
<div align="justify">De acordo com os representantes da empresa no Estado, a Vegeflora assumiu a unidade vegetal da Merck em 2002, quando então foi firmado um contrato para a Merck abastecer a Vegeflora da matéria-prima por mais cinco anos, a contar de 2008. No entanto, há mais de sete meses que a Vegeflora deixou de receber a matéria-prima. Resultado: de lá para cá a empresa ficou sem poder exportar os sais da pilocarpina para os mercados europeu e americano e, por conta disso, vai ter que demitir quase sessenta funcionários por não poder arcar com a folha de pagamento e os encargos sociais. Por sinal, os mesmos já se encontram de aviso prévio, com vencimento para o dia 15 de outubro.</div>
<div align="justify"> </div>
<div align="justify">O prejuízo, caso as autoridades competentes não tomem alguma</div>
<div align="justify">providência, será incalculável para centenas de pessoas que direta e indiretamente sobrevivem com o fruto de seus trabalhos para a empresa. Além disso, o Estado perderá receitas de ICMS e outras contribuições obrigatórias. Vale ressaltar, que atualmente a unidade industrial de Parnaíba é o maior exportador de pilocarpina do mercado mundial.</div>
<div align="justify"> </div>
<div align="justify">A Merck desenvolve o cultivo do vegetal numa fazenda de sua propriedade, localizada na cidade de Barra do Corda, no vizinho Estado do Maranhão, o que facilita o transporte do material até a unidade da Vegeflora em Parnaíba. Por isso, o interesse da multinacional em conceder novo reajuste da matéria-prima, não se justificaria, quando os preços dos combustíveis continuam estáveis no país.</div>
<div align="justify"> </div>
<div align="justify">De certo é que a causa encontra-se na esfera judicial, e caso o resultado seja favorável a multinacional, significa dizer que milhões de pessoas, usuários do colírio de pilocarpina para tratamento do glaucoma seriam prejudicadas. Com uma suposta decisão em favor da Merck seria inevitável o aumento do valor do produto devido à escassez do mesmo no mercado. Sabe-se, que até o momento nenhuma outra indústria não tem prazo suficiente para aumentar sua produtividade e que esteja funcionando dentro dos padrões dos órgãos de controle de saúde.</div>
<div align="justify"> </div>
<div align="justify">Portanto, nesse momento, é necessário uma união de forças entre os segmentos representativos da indústria piauiense: governo do Estado e entidades da sociedade civil organizada para que se encontre uma maneira de solucionar a problemática.</div>
<div align="justify"> </div>
<div align="justify">Em Parnaíba, a Indústria Vegeflora está inserida em uma função social, na promoção da saúde, com diversas ações de apoio ao bem-estar da sociedade, como as conhecidas práticas de responsabilidade social corporativa, bastante presentes em todos os segmentos empresariais hoje em dia. Prova disso, foi à conquista do Prêmio SESI Qualidade no Trabalho (PSQT) por duas vezes consecutivas. O prêmio, que é promovido pelo Serviço Social da Indústria (SESI), valoriza as empresas que contam com programas de melhoria da qualidade de vida de seus colaboradores no local de trabalho.</div>
<div align="justify"> </div>
<div align="justify">Jânio Holanda</div>