Geral
ALERTA
Piauí pode ficar sem a indústria Vegeflora
Portanto, nesse momento, é necessário uma união de forças entre os segmentos representativos da indústria piauiense: governo do Estado e entidades da sociedade civil organizada
FIEPI - 29/09/2008

<div align="justify">Aten&ccedil;&atilde;o autoridades! O Piau&iacute; pode perder a qualquer momento uma ind&uacute;stria muito importante para o Estado: a Vegeflora Extra&ccedil;&otilde;es do Nordeste Ltda. A empresa fica localizada na cidade de Parna&iacute;ba e pode fechar suas portas, devido &agrave; atitude da multinacional Merck S.A. em descumprir contrato de fornecimento da folha de jaborandi - mat&eacute;ria-prima -, destinada &agrave; exporta&ccedil;&atilde;o de sais de pilocarpina, princ&iacute;pio ativo do col&iacute;rio para o tratamento do glaucoma.</div> <div align="justify">&nbsp;</div> <div align="justify">De acordo com os representantes da empresa no Estado, a Vegeflora assumiu a unidade vegetal da Merck em 2002, quando ent&atilde;o foi firmado um contrato para a Merck abastecer a Vegeflora da mat&eacute;ria-prima por mais cinco anos, a contar de 2008. No entanto, h&aacute; mais de sete meses que a Vegeflora deixou de receber a mat&eacute;ria-prima. Resultado: de l&aacute; para c&aacute; a empresa ficou sem poder exportar os sais da pilocarpina para os mercados europeu e americano e, por conta disso, vai ter que demitir quase sessenta funcion&aacute;rios por n&atilde;o poder arcar com a folha de pagamento e os encargos sociais. Por sinal, os mesmos j&aacute; se encontram de aviso pr&eacute;vio, com vencimento para o dia 15 de outubro.</div> <div align="justify">&nbsp;</div> <div align="justify">O preju&iacute;zo, caso as autoridades competentes n&atilde;o tomem alguma</div> <div align="justify">provid&ecirc;ncia, ser&aacute; incalcul&aacute;vel para centenas de pessoas que direta e indiretamente sobrevivem com o fruto de seus trabalhos para a empresa. Al&eacute;m disso, o Estado perder&aacute; receitas de ICMS e outras contribui&ccedil;&otilde;es obrigat&oacute;rias. Vale ressaltar, que atualmente a unidade industrial de Parna&iacute;ba &eacute; o maior exportador de pilocarpina do mercado mundial.</div> <div align="justify">&nbsp;</div> <div align="justify">A Merck desenvolve o cultivo do vegetal numa fazenda de sua propriedade, localizada na cidade de Barra do Corda, no vizinho Estado do Maranh&atilde;o, o que facilita o transporte do material at&eacute; a unidade da Vegeflora em Parna&iacute;ba. Por isso, o interesse da multinacional em conceder novo reajuste da mat&eacute;ria-prima, n&atilde;o se justificaria, quando os pre&ccedil;os dos combust&iacute;veis continuam est&aacute;veis no pa&iacute;s.</div> <div align="justify">&nbsp;</div> <div align="justify">De certo &eacute; que a causa encontra-se na esfera judicial, e caso o resultado seja favor&aacute;vel a multinacional, significa dizer que milh&otilde;es de pessoas, usu&aacute;rios do col&iacute;rio de pilocarpina para tratamento do glaucoma seriam prejudicadas. Com uma suposta decis&atilde;o em favor da Merck seria inevit&aacute;vel o aumento do valor do produto devido &agrave; escassez do mesmo no mercado. Sabe-se, que at&eacute; o momento nenhuma outra ind&uacute;stria n&atilde;o tem prazo suficiente para aumentar sua produtividade e que esteja funcionando dentro dos padr&otilde;es dos &oacute;rg&atilde;os de controle de sa&uacute;de.</div> <div align="justify">&nbsp;</div> <div align="justify">Portanto, nesse momento, &eacute; necess&aacute;rio uma uni&atilde;o de for&ccedil;as entre os segmentos representativos da ind&uacute;stria piauiense: governo do Estado e entidades da sociedade civil organizada para que se encontre uma maneira de solucionar a problem&aacute;tica.</div> <div align="justify">&nbsp;</div> <div align="justify">Em Parna&iacute;ba, a Ind&uacute;stria Vegeflora est&aacute; inserida em uma fun&ccedil;&atilde;o social, na promo&ccedil;&atilde;o da sa&uacute;de, com diversas a&ccedil;&otilde;es de apoio ao bem-estar da sociedade, como as conhecidas pr&aacute;ticas de responsabilidade social corporativa, bastante presentes em todos os segmentos empresariais hoje em dia. Prova disso, foi &agrave; conquista do Pr&ecirc;mio SESI Qualidade no Trabalho (PSQT) por duas vezes consecutivas. O pr&ecirc;mio, que &eacute; promovido pelo Servi&ccedil;o Social da Ind&uacute;stria (SESI), valoriza as empresas que contam com programas de melhoria da qualidade de vida de seus colaboradores no local de trabalho.</div> <div align="justify">&nbsp;</div> <div align="justify">J&acirc;nio Holanda</div>
Facebook
Publicidade