Foto/ Reuters A ordem de largada já surgiu como um sinal. O nome de Lucas Pinheiro apareceu primeiro, à frente dos outros 80 adversários. Foi o brasileiro quem deu início à prova do slalom gigante, neste sábado, em Bormio, na Itália.
E, dali em diante, não largou mais a primeira colocação. Com duas descidas que beiraram a perfeição, sob uma neve que caía persistentemente e temperatura de 3ºC, o esquiador terminou com tempo somado de 2min25s00, 0s58 à frente do segundo colocado, o suíço Marco Odermatt. Resultado que garante um ouro histórico, a primeira medalha do Brasil em Olimpíadas de Inverno, e deixa o nome de Lucas gravado no rol de ídolos do esporte verde-amarelo.
O ouro começou a ser construído no início da prova. Primeiro a entrar na pista do slalom gigante, Lucas aproveitou as boas condições da neve, que ainda não carregava marcas da passagem dos atletas. O brasileiro registrou tempo de 1min13s92, 95 centésimos a menos que Odermatt, campeão olímpico em 2022. Era uma vantagem considerável, mas que não tirou a concentração de quem buscava a glória:
– Eu me senti muito conectado com meu coração. Povo do Brasil todo assistindo. Tentei esquiar do jeito que sou, e o resultado foi bom. Vou me reconectar com a minha equipe, fazer as modificações que a gente precisa preparar até a segunda descida. A neve será totalmente diferente, vai estar muito mais "quebrada". Sei como fazer isso muito bem. Vou esquiar com meu coração – disse Lucas.
Redação GE