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El Niño forte pode agravar estiagem e aumentar calor no Piauí, aponta painel
A previsão é de que o evento atinja intensidade forte nos próximos meses, cenário que pode provocar redução das chuvas, temperaturas acima da média e aumento do risco de queimadas no Piauí e em outros estados do Nordeste.
Da Redação - 04/07/2026
Foto/ Thiago Amaral

O fenômeno El Niño já está oficialmente instalado no Oceano Pacífico e deve permanecer ativo até, pelo menos, o início de 2027. A previsão é de que o evento atinja intensidade forte nos próximos meses, cenário que pode provocar redução das chuvas, temperaturas acima da média e aumento do risco de queimadas no Piauí e em outros estados do Nordeste.

As informações constam no primeiro boletim do Painel El Niño 2026-2027, divulgado por um grupo formado pelo Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), Agência Nacional de Águas e Saneamento Básico (ANA), Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais (Cemaden), Serviço Geológico do Brasil (SGB) e Secretaria Nacional de Proteção e Defesa Civil (Sedec).

Segundo o documento, há mais de 90% de probabilidade de o El Niño permanecer até o início de 2027, com alta possibilidade de que o fenômeno alcance categoria forte entre a primavera e o verão deste ano, quando o aquecimento das águas do Oceano Pacífico Equatorial ultrapassa 2°C acima da média.

Para o trimestre de julho, agosto e setembro, a previsão climática aponta maior probabilidade de chuvas abaixo da média em grande parte do centro-norte do país, incluindo praticamente todo o Nordeste, enquanto as temperaturas devem permanecer acima da média em boa parte do território nacional.

Impactos esperados no Piauí

Embora o boletim não apresente uma previsão exclusiva para cada estado, o Piauí está inserido na área do Nordeste apontada como uma das mais suscetíveis aos efeitos do El Niño.

De acordo com o painel, o cenário de menor volume de chuvas aliado às temperaturas elevadas pode reduzir a disponibilidade de água no solo, aumentar a evaporação e comprometer tanto as atividades agrícolas quanto a pecuária. Entre os principais impactos esperados para a região estão:

redução da umidade do solo;

menor disponibilidade hídrica para pastagens;

dificuldades para cultivos ainda em desenvolvimento;

temperaturas acima da média durante o segundo semestre.

Os órgãos federais também alertam que a combinação entre calor intenso e precipitações abaixo da média favorece a ocorrência de ondas de calor e amplia o potencial para queimadas no Nordeste, Centro-Oeste e parte da Região Norte.

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