Foto/ Reprodução Cidade Verde Picos A 4ª Delegacia da PRF (Polícia Rodoviária Federal), em Picos, divulgou o balanço estatístico referente aos acidentes e mortes de trânsito registradas em sua jurisdição durante o primeiro semestre de 2026. Os números acendem um alerta para as autoridades e motoristas que trafegam pela Região, que concentra uma das principais rotas rodoviárias do Estado do Piauí e recebe diariamente um fluxo intenso de veículos de carga e passeio.
De acordo com o levantamento comparativo, o número de acidentes nas rodovias federais que cortam a região sofreu uma elevação expressiva. Enquanto em 2025 foram contabilizados 125 acidentes, o primeiro semestre de 2026 fechou com 161 ocorrências, representando um aumento de 28,8% nos índices de acidentes de trânsito.
O crescimento no indicador de letalidade também preocupa a corporação. O Chefe de Policiamento da 4ª Delegacia da PRF, Inspetor, Adel Barbosa, destacou a gravidade da situação atual ao traçar o comparativo com os dados do mesmo período do ano anterior.
"A parte de trânsito já é um pouco complicada, um pouco triste, porque tivemos aí um aumento no número de mortes em relação ao ano passado. Esse ano tivemos já, até o momento, de janeiro até hoje, 30 óbitos. É algo preocupante, é algo complicado em relação ao ano passado que, de janeiro até julho, eram 20 óbitos", explicou.
Além do crescimento no número de morets, a fiscalização identificou uma mudança geográfica no perfil das ocorrências fatais. Enquanto no ano passado os óbitos se concentravam no perímetro urbano de Picos, como o Bairro Bomba, em 2026 constatou-se um deslocamento dessas mortes para os trechos de rodovias que ligam os municípios do interior, com aumentos significativos registrados em cidades como Oeiras e Jaicós, além de áreas tradicionalmente menos violentas, a exemplo de Alegrete do Piauí e Campo Grande do Piauí.
O descumprimento das normas de segurança continua sendo o principal fator para o aumento da violência nas estradas da Macrorregião. No topo da lista de irregularidades constatadas pelos agentes está a ausência de equipamentos de proteção individual por condutores de duas rodas.
Conforme o inspetor Adel Barbosa, "as infrações mais cometidas esse ano foram iguais às do ano passado, que em primeiro lugar, infelizmente, é a não utilização do capacete. Foram 581 infrações esse ano, só em relação à não utilização do capacete, motociclista e o passageiro que não usa o capacete".
O relatório da Polícia Rodoviária Federal indicou ainda que a segunda infração mais recorrente no período foi o desrespeito à Lei do Descanso, cometida por motoristas profissionais de ônibus e caminhões que excedem a jornada de trabalho regulamentar nas rodovias federais.
Já a terceira posição no ranking de infrações ficou com a ultrapassagem em faixa contínua, manobra classificada pela PRF como a principal causa direta para colisões frontais e mortes na Região.